Essa é a marca do espetáculo que a rainha pop preparou. Eu já vi, em Berlim. Prepare-se: a performance é tão impecável que chega a ser congelante, de tão calculista. Mas também corajosa e impactante em sua perfeição.
O tempo é o grande personagem do show. Madonna surge sentada num trono, com um cetro que até pode lembrar uma bengala. Mas a imagem de senhora some, dando lugar a uma mulher com um belíssimo par de pernas e glúteos. 'Candy Shop' é a primeira canção.
Atenção: há uso de playback e há momentos em que ela se ausenta.Em seu lugar, filmes relembrando sua carreira. A produção não poupou esforços e trouxe até um enorme Cadillac que invade o palco durante 'Beat Goes On'. Incrível também o visual da produção para 'Devil Wouldn't Recognize You', quando a estrela surge dentro de uma jaula, cercada por projeções e ao som de trovões e efeitos de luzes.
Seu vigor físico é evidente quando ela, por exemplo, pula corda na maior agilidade. Tudo ao som da nova edição de 'Into the Groove'. Daí ela deixa as cordas para se exibir numa 'pole dancing'. Segue 'She's Not Me' e, na seqüência, ela desmascara suas bailarinas que, no palco, estão vestidas como suas sósias, cada uma representando uma 'Madonna' diferente.
Para alguns, o show é um tanto frio. Exemplo: os fãs que jogaram presentes no palco receberam os mesmos de volta na mesma hora. Nada poderia pôr em risco a coreografia impecável. Depois de duas horas, ela termina ao som de 'Give It 2 Me' no mesmo pique de todos os bailarinos, duas décadas mais jovens. Até mesmo o tempo, grande personagem do seu show, se dilui diante dela. Esquecemos até das horas, como crianças numa grande loja de doces.
domingo, 7 de dezembro de 2008
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